
Oyá
Eparrei, Oyá!
- Na UmbandaIansã
- CoresVermelho (coral)
- DiaQuarta-feira
Senhora dos ventos, das tempestades, dos raios e dos eguns. Saudação: Eparrei, Oyá!
No Candomblé
Oyá, chamada Iansã, é a senhora dos ventos, das tempestades, dos raios e a única que tem domínio sobre os eguns (os espíritos dos mortos). Guerreira destemida, companheira de Xangô, carrega o eruexim (espanta-mosca de crina) para afastar os mortos e abrir caminhos. É força feminina indomável: paixão, coragem, movimento e transformação. Senhora do fogo que vem com Xangô e do vento que tudo arrasta, rege as mudanças bruscas e necessárias da vida.
Na Umbanda
Na Umbanda, Iansã é sincretizada com Santa Bárbara e rege os ventos, as tempestades e a libertação. Atua com firmeza na quebra de demandas, na coragem e no amparo às almas, tendo forte ligação com a linha das Almas pela regência sobre os eguns.
Nomes e qualidades
Diz-se que Oyá tem nove caminhos (daí "Iansã", de "Iyá mesan", a mãe dos nove). Qualidades como Oyá Bagan, Oyá Timboá, Oyá Onirá e Oyá Dirã. Está ligada ao rio Níger e à figura do búfalo.
Características comuns dos filhos
Aos filhos de Iansã atribuem-se intensidade, coragem, sinceridade, magnetismo e temperamento forte. São pessoas de paixões marcantes, que não temem mudanças e enfrentam o que for preciso, com tendência ao ciúme e à impaciência.
Comidas e oferendas (por nação)
Seu prato sagrado é o acarajé (bolinho de feijão-fradinho frito no dendê), além de abará e, conforme o fundamento, a cabra. O dendê e a cor vermelha (coral) marcam seu culto.
Curiosidade e saber
"Eparrei, Oyá!" é o brado que a exalta. Conta-se que Iansã é a única que enfrenta os eguns sem temor; num itan, foi ela quem, com seus ventos, espalhou as folhas guardadas por Ossaim, tornando a cura acessível a todos os orixás.
Conteúdo editável com respeito às diferentes tradições. As práticas variam conforme a nação, a casa e a região.