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Direitos e Combate à Intolerância

Lei de Proteção às Religiões de Matriz Africana Ganha Reforço em 2026

A principal lei de proteção às religiões de matriz africana no Brasil hoje combina memória, combate à intolerância e políticas públicas em expansão. Em 2026,…

Publicado por Povo do Axé em 1 de julho de 2026 às 20:38. Atualizado em 2 de julho de 2026 às 19:54.

A principal lei de proteção às religiões de matriz africana no Brasil hoje combina memória, combate à intolerância e políticas públicas em expansão. Em 2026, o tema voltou ao centro do debate após novas ações federais.

Nas últimas semanas, o governo federal reforçou medidas contra o racismo religioso durante encontro nacional de matriz africana e voltou a citar dados recentes de denúncias recebidas pelo Disque 100.

Na prática, isso importa porque terreiros e comunidades tradicionais seguem cobrando proteção real, investigação de ataques e implementação mais rápida das normas já existentes.

Quais normas sustentam a proteção legal

O marco mais lembrado é a Lei nº 11.635, de 2007, que criou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa em 21 de janeiro.

A data homenageia Mãe Gilda, ialorixá baiana transformada em símbolo da violência sofrida por praticantes de religiões afro-brasileiras, segundo atos oficiais publicados neste ano.

Outra norma central é a Lei nº 14.519, de 2023, que instituiu o Dia Nacional das Tradições e Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, celebrado em 21 de março.

Além das leis, o governo federal passou a operar com a Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana, criada pelo Decreto nº 12.278, de 29 de novembro de 2024.

  • Lei nº 11.635/2007: combate à intolerância religiosa
  • Lei nº 14.519/2023: reconhecimento das tradições e matrizes africanas
  • Decreto nº 12.278/2024: política pública federal para proteção e direitos
Hierarquia Sagrada dos Orixás refletindo a importância da proteção religiosa
Imagem de: Bruno Arthur | Cenário ilustrativo gerado por IA

O que mudou no debate recente em 2026

Em junho, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania participou de encontro nacional com lideranças religiosas, pesquisadores e gestores para discutir respostas ao racismo religioso.

No evento, a pasta informou que foram registradas 2.774 denúncias relacionadas à intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

O ministério também voltou a usar a pesquisa “Respeite Meu Terreiro” para mapear padrões de violência e apoiar políticas baseadas em evidências.

Esse movimento indica que o foco oficial deixou de ser apenas simbólico e passou a incluir governança, dados, articulação interministerial e escuta direta dos povos de terreiro.

  1. Reconhecimento público do racismo religioso
  2. Coleta de dados sobre ataques e violações
  3. Formulação de políticas específicas para terreiros
  4. Ampliação da coordenação entre órgãos federais

Onde estão os principais desafios

A existência de leis não eliminou a violência. O próprio governo admite que a intolerância religiosa segue recorrente e atinge de forma desproporcional as tradições de matriz africana.

Em janeiro, o Ministério da Cultura afirmou que a violência religiosa no país possui alvo preferencial nas religiões de matriz africana.

Entre os gargalos mais citados estão a subnotificação, a dificuldade de investigação, a proteção insuficiente a terreiros e a lentidão na execução local das políticas nacionais.

Para especialistas e lideranças, o próximo passo é transformar o arcabouço legal em proteção cotidiana, com segurança, educação antirracista e resposta estatal rápida diante de ataques.

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Editor: Povo do Axé

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